Produção no Brasil

As primeiras mudas de café chegaram ao Brasil pelo Estado do Pará, em 1727, vindas da Guiana Francesa. Do Pará, a cultura cafeeira avançou para o Maranhão, Rio de Janeiro para então chegar ao Vale do Paraíba, em São Paulo. Em 1843, já como um dos mais importantes commodities, o café chegou a Campinas consagrando a cidade como a capital da cafeicultura paulista.
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Era uma época difícil para as culturas de açúcar e algodão, que sofriam a concorrência das Antilhas e dos EUA. A solução foi encontrar outro produto de fácil colocação no mercado internacional. Além disso, a decadência da mineração libertou mão-de-obra e recursos financeiros na região Centro-Sul (Minas Gerais e Rio de Janeiro), que podiam ser aplicados em atividades mais lucrativas. Outros fatores contribuíram para a expansão do mercado internacional, como o colapso dos cafezais de Java (devido a uma praga) e do Haiti (devido aos levantes de escravos e à revolução que tornou o país independente), a estabilização do comércio internacional depois das guerras napoleônicas (Tratado de Versalhes, 1815) e a expansão da demanda européia e americana por uma bebida barata.
Do Vale do Paraíba o café chegou a Campinas, no "Oeste Velho" de São Paulo, e dali para o chamado "Oeste Novo" (Ribeirão Preto e Araraquara), expandindo para os Estados de Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia. Após a grande geada de 1975, houve um deslocamento das principais zonas produtoras do Norte do Paraná para áreas de clima mais favorável, como o sul de Minas Gerais e o interior capixaba.
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Mas só a partir de 1816 é que a exportação do café começa a crescer. Nas décadas de 1830 e 1840, o produto assumiu a liderança das exportações do país com mais de 40% do total. Ainda em 1840 o Brasil se tornou o maior produtor mundial de café, uma produção de 26 milhões de pés. Já nas décadas de 1870 e 1880, o café passou a representar até 56% do valor das exportações. Começou então o período áureo do chamado Ciclo do Café, que durou até 1930; no final do século 19, o café representava 65% do valor das exportações do país, chegando a 70% na década de 1920.
Contudo, o crack da Bolsa de Nova York (1929) forçou a queda brusca no preço internacional do café (que caiu, em 1930, para pouco mais que a metade de seu valor em 1928), que continuou em queda até menos de 40%, em 1931, ficando nesses níveis baixos durante muitos anos: só em 1947 é que os preços voltaram aos níveis de 1928. Essa situação agravou a crise de superprodução do café, cujos primeiros sinais apareceram no início do século 20. O preço do café despencou e muitos produtores brasileiros se viram obrigados a queimar sacas e sacas de grãos. A situação piorou ainda mais após a Revolução de 1930.
Safra 2006/2007
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Para enfrentar a crise, os governadores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se (fevereiro de 1906) no chamado Convênio de Taubaté, que definiu uma política para a valorização do produto: os governos estaduais comprometeram-se a comprar toda a produção e usar os estoques como instrumentos para impedir quedas e oscilações no preço do produto, além de proibir novos plantios. O Convênio de Taubaté representou a primeira intervenção oficial em defesa do café. Nos anos seguintes, o governo federal também tomou iniciativas nesse sentido. Mais tarde, após a crise de superprodução mundial de 1957, os países produtores e os grandes consumidores criaram o Acordo Internacional do Café (1962), que estabeleceu cotas de exportação para os países-membros.